Policial afirma que agiu em defesa da sociedade ao atirar contra Saulo Dugado

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Foto: Marcelo Cardoso/GP1

“Eu disparei no chão, nem tive a intenção de acertá-lo, mas o disparo pegou na perna, agi em legítima defesa”, afirmou o policial.

GP1 conversou, com exclusividade, na tarde desta sexta-feira (18), com o cabo da Polícia Militar do Piauí, Wanderley Rodrigues da Silva, que durante uma briga com o cantor Saulo Dugado, na Panificadora Ideal, acabou o atingindo com um tiro na perna. O caso aconteceu na manhã dessa quinta-feira (17).

O cabo explicou que agiu em defesa das pessoas que se encontravam no local: “Eu cheguei lá e esse cidadão estava agredindo as pessoas, mulheres, inclusive, contra uma senhora lá ele proferiu palavras de baixo calão, disse que lá era um cabaré. Eu me identifiquei como policial, falei que ia chamar a viatura e foi quando ele se revoltou contra mim, tentou ‘tacar’ uma cadeira em mim, foi à luta corporal, depois tentou novamente [jogar a cadeira]”, relatou.

W. Silva, como é conhecido, disse ainda que não teve a intenção de atingir o cantor: “Eu disparei no chão, nem tive a intenção de acertá-lo, mas o disparo pegou na perna, agi em legítima defesa”, afirmou.

O policial disse que ainda tentou conversar com Saulo: “Tentei [conversar], todas as testemunhas que estavam lá estão me defendendo, inclusive, o pessoal da panificadora, os clientes […] Eu fui lá hoje para poder falar com o pessoal e todo mundo me recebeu bem. Sou pai de família, tenho cinco filhos pequenos”, enfatizou.

Sobre o pedido feito pelo Ministério Público, o policial declarou: “Eu não sei nem o que falar, porque a gente defende a sociedade. Eu estava defendendo uma senhora e várias pessoas, e estou sabendo que vão pedir a minha prisão, passei quatro meses preso e parece agora que vou voltar de novo”, lamentou.

O pedido de prisão

O promotor Assuero Stevenson Pereira Oliveira protocolou pedido de prisão contra o policial alegando o descumprimento de condições que lhe foram impostas para a concessão de sua liberdade. Ele havia sido preso, em dezembro de 2017, acusado de peculato circunstanciado, por ter, supostamente, se apropriado de R$ 304 mil apreendidos durante assalto ao Banco do Nordeste, tendo sido posto em liberdade, sob condições, no dia 17 de abril de 2018.

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Fonte: GP1.

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