Paulistana| acusada de crime de aborto esclarece versão em direito de resposta

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Em resposta às matérias veiculadas noticiando o cumprimento de prisão preventiva da Sra. Jessica Rita, em que é acusada de induzir uma adolescente grávida a fazer aborto sem o consentimento desta e com divulgação da fachada de sua residência sob acusação de ser local de prática de aborto, e diante da grande repercussão, se faz necessário alguns esclarecimentos.

As declarações da acusação na fase inquisitória tem o intuito de atribuir a responsabilidade tão somente aos investigados, e pelo teor do conteúdo divulgado pela 12ª Delegacia Regional, a Polícia Civil estão seguindo a mesma linha de raciocínio, porém em desacordo com alguns documentos juntados ao próprio pedido de investigação, em que a suposta vítima prestou relato de todo modus operandi, que teve resultado cruel já que a própria adolescente ao dar à luz a uma criança, colocou papel higiênico na boca da recém-nascida e ocultou o corpo, sem qualquer participação da acusada.

Em que pese a Polícia Civil ter representado ao Poder Judiciário e este ter decretado a prisão preventiva da acusada Jéssica, não há qualquer elemento de prova que remeta à prática de ato criminoso por ela.

A bem da verdade, trata-se de caso em que uma adolescente grávida, não desejando prosseguir com a gravidez, arquitetou todo um plano criminoso para realizar o aborto. Ocorre que a criança nasceu com vida na madrugada do dia 20/4/2018 na sua própria residência, tendo lá permanecido até o período da tarde daquele mesmo dia, sendo localizada pelas autoridades locais apenas por ocasião

de internação da adolescente, quando então veio a confessar o crime e indicar o local em que estava guardada a criança, não tendo esta sido encontrada mais com vida, já que para esconder o crime desejado pela adolescente, esta ao dar à luz a criança com vida, colocou-a numa caixa de sapato e entupiu a boca dela com papel higiênico, vindo então a óbito em face de suposta asfixia sofrida pela própria mãe.

A acusada Jéssica declara que jamais possuiu clínica abortiva, que não realizou qualquer prática abortiva em quem quer que seja, tendo tomado conhecimento após a sua prisão inclusive de conversas da adolescente em que esta, de forma consciente, arquitetou todo o plano criminoso.

Assim, a acusada Jéssica se declara inocente e defende que a investigação deve ser realizada de forma a esclarecer o fato, ou seja, buscando elementos circunstanciais em que indubitavelmente levarão ao seu estado de inocência e punição daquela que de fato praticou ato criminoso, que é a suposta adolescente que deu à luz a uma criança e ceifou a sua vida logo após o parto por vontade livre e consciente.

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