Menina envolvida em incêndio de escola em Picos afirma que adolescente tentou matá-la

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Menina de dez anos envolvida em incêndio da Escola Dorinha Xavier presta depoimento à polícia acompanhada do Conselho Tutelar e nega que tenha sido ela a autora do incêndio. Essa afirmação, segundo o vice-presidente do Conselho Tutelar de Picos, Raimundo Nonato, se deu após o adolescente de 13 anos, também envolvido na ação, ter dito em depoimento que a criança quem tinha ateado fogo nas salas.

“Tanto foi ouvida a criança, como foi ouvido o adolescente na central da polícia civil, eu estive lá, participei da oitiva dos dois, onde está aquela situação, um colocando culpa no outro, resumindo, esse caso é um caso onde os dois participaram, os dois tocaram o incêndio à frente na escola e agora depois do depoimento deles, cabe agora ao Ministério Público dar um parecer em relação à internação ou não desse menor”, informou.

Raimundo Nonato afirmou que, na oitiva, a menor disse inclusive que o adolescente tentou matá-la, trancando-a dentro da sala que já estava tomada pelas chamas, ela fala que passou mal por inalar fumaça.

“Segundo palavras dela, ela ficou dentro da sala que estava pegando fogo e ele deixou ela lá dentro por alguns minutos e depois foi que ele soltou ela. Segundo ela, ela já saiu da sala quase sem fôlego devido ao fogo e a fumaça. E ela me disse, perguntei por diversas vezes para ela se era realmente verdade, se ela tinha conhecimento do teor dessas informações que ela estava prestando, e ela me disse que era verdade, então é assim, é um colocando culpa no outro e a gente não sabe nem em quem realmente acreditar. A única coisa que eu sei de certeza é que os dois estão envolvidos no incêndio”, pontou.

O conselheiro falou ainda que orientou a mãe da menina a transferi-la para outra escola por medo de represálias e também porque os pais dos outros alunos que estudam na unidade estão receosos de que algo aconteça aos seus filhos.

“Estou fazendo o acompanhamento dela e da família, solicitei da mãe que matriculasse ela em outra escola, se não conseguir, me procurar que eu faço um ofício para eu mesmo matricular ela em outra escola, até mesmo porque questão de segurança dela. Para ela estudar no local onde ela está envolvida no incêndio, não é bom nem para ela, nem para os alunos que estudam naquele local que todo mundo está meio apreensivo e com medo, e vou ficar fazendo o acompanhamento da família quinzenalmente”, contou.

Internação

Raimundo Nonato falou ainda que o adolescente – o menino de 13 anos – deve ser internado o quanto antes por estar sendo ameaçado e destacou quais medidas estão sendo tomadas pelo órgão para resguardar os menores.

“E eu mais uma vez estou solicitando que esse menor seja internado. E hoje esse menor se encontra em situação de risco devido aos próprios moradores estarem com muito medo dele, ele está recebendo várias ameaças e também para ele ficar naquele local, naquele convívio, é complicado”, acrescentou.

Sobre a menina, o vice-presidente do conselho disse que não há intenção de pedir a internação da mesma por esta ter sido a primeira transgressão cometida por ela.

Ambos estão recebendo acompanhamento psicológico.

 

 

 

Fonte: Grande Picos

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