Diabetes: soluções caseiras podem prejudicar no tratamento

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O Brasil é o quarto país com mais portadores de diabetes: são cerca de 13 milhões – daqui a 21 anos, deverão ser 23,2 milhões de brasileiros diabéticos. Como agravante, metade não sabe disso e, dentre quem sabe, mais de 70% não possui os níveis de glicose controlados.

Para piorar, além da falta de adesão ao tratamento, que cobra uma série de mudanças nos hábitos de vida e atenção total com a medicação, uma questão preocupante é que os pacientes, não raramente, optam por soluções caseiras e receitas encontradas na internet como opções de tratamento para combater a enfermidade.

Pela internet, o que muitos recomendam é que é possível controlar a glicemia no sangue por meio do consumo regular de chás, sucos e farinhas de plantas, como a chamada ‘insulina vegetal’ (Cissus sicyoides L.), flor de mamão, jambolão (Syzygium cumini), saião ou folha-da-fortuna (Kalanchoe brasiliensis Camb.), Noni (Morinda citrifoli), pata-de-vaca (Bauhinia variegata) e moringa (Moringa oleifera).

Mas será que isso é verdade?

A resposta é não. A recomendação dos especialistas é evitar as soluções caseiras, para não agravar a enfermidade, e sempre buscar a orientação de um endocrinologista ou clínico geral para fazer o tratamento correto.

Os raros testes em humanos foram feitos com poucas pessoas e em poucos dias. Eles ainda são inconclusivos e apresentam metodologias e resultados controversos

As entidades médicas nacionais e internacionais são radicalmente contra tratamentos naturais ou caseiros no combate ao diabetes. O problema é que ainda não se tem conhecimento de todos os elementos presentes nas espécies, se são mesmo eficazes e como são metabolizados pelo organismo, bem como o risco de efeitos colaterais.

O que é o diabetes?

O diabetes é uma doença crônica, na qual o pâncreas não produz insulina (hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue) ou o corpo não consegue empregar adequadamente a insulina produzida

Com isso, o nível de açúcar fica alto – o normal, para uma pessoa saudável, é abaixo de 100 mg/dl, em jejum – e esse quadro, quando permanece por longos períodos, pode causar danos graves em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Na lista das complicações importantes estão doenças cardiovasculares, diálise por insuficiência renal crônica, cirurgias para amputações dos membros inferiores, problemas na visão (retinopatia diabética e glaucoma são alguns), levando até a cegueira, e acometimento dos nervos (neuropatia periférica).

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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