Com redução de 28% no país, PI não tem casos de malária no 1º trimestre de 2019

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O Piauí está entre os dez estados que não registraram casos de doença malária no Brasil até o momento em 2019. No ano passado, o Piauí teve 18 casos da doença.

Neste ano, todos os estados sem casos da doença – entre os meses de janeiro a março – estão localizados na região extra-amazônica; são eles, além do Piauí, o Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe.

Ao todo, o Brasil registrou 31.873 novos casos da doença em 2019 somente no primeiro trimestre. Comparando os dados do mesmo período do ano passado, o país sofreu uma redução de 38% dos casos. Em 2018 foram 51.076 registros. O país contabilizou 194.271 casos da doença em todo o ano de 2018.

Nesta quinta (25), no Dia Mundial da Malária, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Brasil Sem Malária”. O foco é a região amazônica, pois concentra de 99% dos casos.  O Amazonas é o mais afetado com 11.240 registros de janeiro a março de 2019.

A Agência Brasil divulgou que os principais desafios citados pelo Governo Federal são “manter a continuidade das ações de vigilância, melhorando a oportunidade de diagnóstico e tratamento; resposta rápida a surtos; mobilização social; e fortalecimento dos níveis locais. Em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a pasta tenta intensificar ações integradas de prevenção à malária com a atenção primária nos estados e municípios”.

Doença

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito gênero Anopheles. O paciente com malária não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa – é preciso que haja a participação do vetor.

Entre os principais sintomas estão febre alta, calafrios, tremores, sudorese ou dor de cabeça. Algumas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. A malária tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada em tempo oportuno, pode evoluir para formas graves.

Prevenção

Algumas medidas de prevenção incluem o uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas; o uso de roupas compridas que protejam pernas e braços; a instalação de telas em portas e janelas; o uso de repelentes; evitar exposição em horários de maior atividade do mosquito; borrifação intradomiciliar com inseticida de efeito residual; e drenagem de áreas alagadas consideradas de risco para a transmissão da doença.

 

 

 

Fonte: Cidade Verde

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