Chuvas diminuem no Piauí, mas seguem até maio

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O primeiro semestre de 2019 começou com um desempenho satisfatório de chuvas para algumas regiões do Piauí. A região Centro-Norte, que abarca também a capital, Teresina, teve grande influência das chuvas na estação em que foi concentrada a precipitação de chuvas. Agora, a segunda quinzena do mês de abril marca a curva decrescente de precipitação, isto é, quando volumes de chuvas começam a cair.

Porém, o climatologista Werton Costa afirma que as chuvas não vão parar. “Continuaremos a ter chuvas e alguns temporais, mas a regra do temporal agora não é o da chuva generalizada, aquela que ocorre em várias cidades, aquela chuva demorada”, considera.

Werton Costa | Crédito: José Alves Filho

As pancadas de chuvas devem ser irregulares, espaçadas, rápidas, intensas e com bastante atividade elétrica, com raios.

Segundo o climatologista Werton Costa, a concentração de chuvas na região Norte se prolonga até maio, mas não é estendida para todos os municípios. Na maior parte, as chuvas vão ficar concentradas na região dos municípios do Centro-Norte, área compreendida entre o Vale do Longá e o litoral. As cidades que não atingiram a média normal climatológica vão continuar abaixo no mês de abril, diferente dos municípios do Norte e do Centro-Norte, que já alcançaram e até ultrapassaram a média.

A capital do Piauí já está batendo a média com os números que têm grande chance de serem confirmados ainda esta semana. Os que não alcançaram um bom volume de chuvas foram os municípios do Sertão, que apresentam chuvas, mas de forma esporádica. Um fator que garante as condições das chuvas no Estado é a Zona de Convergência Intertropical, que funciona como principal sistema motor de chuva em toda região Nordeste. Mas ela se encontra e deve permanecer estacionada na faixa do litoral Norte do Nordeste, o motivo das concentrações das chuvas.

Elvis Veras de Sousa, secretário de Políticas Agrícolas da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Piauí ( FETAG-PI), conta que as chuvas na região Norte do Estado não trouxeram muitos benefícios em razão dos alagamentos, encharcamentos das lavouras, o que acabou atrapalhando as plantações. “As lavouras não conseguem se desenvolver. Nós tivemos muita perda de feijão por conta dos índices de chuva. A produção do milho está sendo favorável em algumas regiões”, relatou.

No entanto, nos municípios na região Sul do Estado, as chuvas não tão constantes, mas regulares favorecem as plantações. Como é o caso da cidade de Floriano e outros municípios.

Fonte: Meio Norte

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